Em muito furo, água limpa resolve. Ela refrigera a coroa e carrega o detrito para fora. Quando o furo começa a dar problema, quase sempre é porque a água parou de dar conta de uma terceira função: sustentar a parede.
As três funções
- Refrigerar a coroa. Sem isso, a matriz queima e o diamante se perde.
- Remover o detrito. Detrito que fica no fundo é retrabalhado pela coroa e desgasta sem cortar.
- Estabilizar a parede do furo e conter perda de circulação.
Sinais de que água não está bastando
- Retorno some (perda de circulação) → o fluido está indo para uma fratura ou zona porosa
- Furo fecha/aperta entre manobras → formação plástica ou expansiva
- Prisão de haste recorrente na mesma profundidade → parede instável naquela zona
- Testemunho chega lavado, com finos removidos → o fluido está erodindo a amostra
As alternativas
Lama bentonítica forma um reboco na parede — camada fina que veda e sustenta. Boa em solo e formação inconsolidada. Custo: mais viscosidade, mais manejo, e possível interferência em ensaio de permeabilidade ou amostragem para análise química.
Polímeros dão sustentação com viscosidade controlada e são mais fáceis de degradar depois. Comuns quando há restrição ambiental ou quando o furo será usado para instrumentação.
Espuma / ar em formação seca ou onde a água é escassa ou indesejada.
A decisão que vem antes
Antes de escolher fluido, pergunte para que o furo serve depois. Furo que vai receber piezômetro, furo destinado a ensaio de permeabilidade e furo de amostragem geoquímica têm restrições diferentes de aditivo. Trocar o fluido depois do furo pronto não é uma opção.



